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Guerra por talentos em IA impulsiona inflação salarial e exige foco em requalificação
O mercado de trabalho brasileiro enfrenta uma guerra por talentos cada vez mais acirrada em áreas estratégicas e a inteligência artificial, tecnologia e análise de dados está aumentando ainda mais essa distância
O mercado de trabalho brasileiro enfrenta uma "guerra por talentos" cada vez mais acirrada em áreas estratégicas e a inteligência artificial (IA), tecnologia e análise de dados está aumentando ainda mais essa distância.
Em pesquisa realizada pelo Sebrae/FGV IBRE, com a colaboração do Google, com cerca de 5.000 empresas de todos os portes, no Brasil, mostra que cerca de 99% dos dirigentes de médias e grandes empresas afirmam já possuir algum tipo de familiaridade com ferramentas de IA generativa, tais como ChatGPT, Gemini, entre outras.
Essa proporção cai para 96% nas MPE (Micro e Pequenas Empresas) e para 87% entre os MEI (Microempreendedores Individuais). A proporção também cai quando o quesito é mais rigoroso, "Utilizo com frequência", que chega a 35% das médias e grandes empresas, 15% das MPE e 18% dos MEI.
Karina Pelanda, gerente de recrutamento e seleção da RH NOSSA, empresa especializada em soluções de recursos humanos, destaca que esses números mostram como há uma escassez estrutural de talentos em IA e isso exige uma abordagem estratégica por parte das organizações:
"A disputa por especialistas em IA, dados e tecnologia não é passageira: é um desafio estrutural que afeta a competitividade das empresas. Com o avanço acelerado da IA, as organizações precisam investir pesado em requalificação para preparar seus times atuais e, ao mesmo tempo, fortalecer a retenção com culturas organizacionais atrativas", afirma Pelanda.
Segundo o mesmo estudo, empresas relatam dificuldades crescentes para atrair e reter esses perfis, o que impulsiona estratégias de requalificação interna (upskilling e reskilling) e pacotes de benefícios que vão além do salário, incluindo desenvolvimento contínuo, flexibilidade e clareza de carreira:
"Feedback constante e oportunidades reais de crescimento. O RH tem papel central nisso: unir a busca por competências técnicas à valorização do fator humano garante não só a atração, mas a permanência desses talentos que precisam ser constantemente treinados para se adequarem a um mercado cada vez mais disputado, o salário sozinho já não basta" finaliza Karina.
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| Atualizado em: 13/03/2026 16:29 | ||