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Reforma tributária pressiona empresas familiares a profissionalizar governança
A entrada em vigor da tributação sobre dividendos acima de R$ 600 mil anuais, em janeiro de 2026, começa a alterar a lógica de remuneração e distribuição de lucros nas empresas familiares brasileiras
A entrada em vigor da tributação sobre dividendos acima de R$ 600 mil anuais, em janeiro de 2026, começa a alterar a lógica de remuneração e distribuição de lucros nas empresas familiares brasileiras. A mudança cria um novo desafio para famílias empresárias: reorganizar a forma como definem retiradas de sócios, reinvestimento de lucros e planejamento patrimonial.
Segundo dados do IBGC, empresas familiares representam cerca de 90% das empresas do país e respondem por aproximadamente 65% do PIB brasileiro, o que amplia o impacto potencial da nova tributação no ambiente empresarial.
Nesse cenário, especialistas apontam que a implementação de estruturas formais de governança familiar, como conselhos de família, acordos de sócios e regras claras para distribuição de lucros, tende a ganhar força como ferramenta para organizar decisões financeiras e reduzir conflitos.
Além da questão tributária, o tema também se conecta ao desafio sucessório das empresas familiares. Pesquisas indicam que apenas 30% dessas empresas chegam à segunda geração e cerca de 12% à terceira, o que reforça a importância de processos estruturados de tomada de decisão e planejamento patrimonial.
Diante desse novo ambiente fiscal, cresce a busca por modelos de governança que permitam às famílias empresárias equilibrar remuneração de sócios, sustentabilidade financeira da empresa e preservação do patrimônio ao longo das gerações.
Alguns números ajudam a mostrar o impacto da tributação de dividendos nesse universo:
- 90% das empresas brasileiras são familiares
- Elas respondem por cerca de 65% do PIB do Brasil
- Empregam aproximadamente 75% da força de trabalho
(Fontes: IBGE, Sebrae e IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa)
- Apenas 30% das empresas familiares chegam à segunda geração
- 12% chegam à terceira geração
- 3% chegam à quarta geração
Fontes: IBGC e PwC Family Business Survey
- 55% das empresas familiares brasileiras não têm conselho de administração estruturado
- Menos de 25% possuem acordo de sócios formalizado
Fontes: PwC Family Business Survey / IBGC
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