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Mercado digital cresce, mas falta de controle financeiro expõe risco em negócios de infoprodutos
Expansão impulsionada por vendas parceladas e alta conversão não acompanha a previsibilidade de caixa e acende alerta sobre sustentabilidade no setor
O avanço do mercado de infoprodutos no Brasil, impulsionado pela digitalização do consumo e pela busca por novas fontes de renda, tem ampliado o volume de vendas no ambiente online. Ao mesmo tempo, o aumento da inadimplência e a dependência de pagamentos parcelados começam a expor uma fragilidade estrutural em parte dessas operações: o descompasso entre faturamento e geração de caixa.
Para Reinaldo Boesso, cofundador e CEO da TMB e especialista em crédito para negócios digitais, o problema não está no crescimento em si, mas na forma como ele é sustentado. “O mercado digital cresceu rápido, mas sem o mesmo nível de organização financeira. Vender mais não significa ter mais dinheiro disponível. Quando o caixa não acompanha, o crescimento vira risco operacional”, afirma.
O modelo de vendas parceladas, amplamente utilizado no setor, tem papel central nesse cenário. Ele facilita o acesso do consumidor e aumenta a conversão, mas distribui a entrada de receita ao longo de meses. Enquanto isso, custos operacionais como tráfego pago, plataformas, equipe e impostos seguem concentrados no curto prazo, exigindo liquidez imediata.
“Existe uma distorção na leitura do faturamento. O empreendedor considera o valor total da venda, mas o dinheiro entra aos poucos. Se ele toma decisões com base nisso, compromete toda a operação”, diz Boesso.
Descompasso entre vendas e caixa pressiona operação
O contexto econômico reforça essa pressão. Dados recentes de entidades de proteção ao crédito indicam que o número de brasileiros inadimplentes segue elevado em 2025 e no início de 2026. Para negócios digitais que dependem de pagamentos recorrentes ou parcelados, isso representa aumento no risco de atraso, quebra de fluxo de caixa e necessidade de capital adicional para manter a operação.
Segundo o especialista, muitos empreendedores ainda não incorporaram práticas básicas de gestão financeira ao crescimento digital. “Existe domínio de marketing e vendas, mas pouca atenção ao fluxo de caixa, inadimplência e provisão. Quando esses fatores não são acompanhados, o crescimento perde sustentação”, afirma.
Entre os sinais mais comuns de desequilíbrio estão o aumento do faturamento sem geração proporcional de caixa, a dependência frequente de antecipação de recebíveis e a dificuldade de manter despesas fixas mesmo após períodos de alta nas vendas. “Se a empresa cresce e continua sem liquidez, há um problema estrutural”, diz.
Outro ponto de atenção é o uso de crédito para sustentar a expansão. Com juros ainda elevados no país, recorrer a capital de curto prazo para financiar a operação ou a aquisição de clientes reduz a margem e aumenta a exposição financeira.
Para Boesso, o amadurecimento do setor passa por uma mudança de mentalidade. “O mercado digital deixou de ser experimental. Hoje existem operações relevantes que precisam ser geridas com o mesmo nível de controle de qualquer empresa estruturada”, afirma.
Crescimento exige gestão mais rigorosa
A recomendação é adotar rotinas mais rigorosas de acompanhamento financeiro, como controle diário de recebíveis, separação entre faturamento e caixa disponível e análise real da conversão líquida das vendas. “Escalar é importante, mas sustentar a escala é o que define quem permanece”, diz.
A tendência de crescimento do digital segue forte, com expansão de criadores, novas plataformas e maior uso de tecnologia nas operações. Ainda assim, a disputa no setor deve se deslocar do volume de vendas para a capacidade de gestão.
“Nos próximos anos, não vai se destacar quem vende mais, mas quem consegue transformar receita em caixa com consistência e previsibilidade”, conclui Boesso.
Fonte de pesquisa
https://www.serasa.com.br/imprensa/inadimplencia-ultrapassa-806-milhoes-virada-ano-dividas-impedem-sonhos-serasa/
https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/indicadores/recorde-historico-empresas-encerraram-2025-com-rdollar-213-bilhoes-em-dividas-e-inadimplencia-no-maior-patamar-ja-registrado-aponta-serasa-experian/
Sobre Reinaldo Boesso
É co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.
Sobre a TMB
A TMB é uma fintech especializada em soluções financeiras como parcelamento via boleto e Pix, e antecipação, desenvolvida para infoprodutores que desejam escalar seus resultados com estrutura, segurança e inteligência financeira.
Com foco na ampliação do faturamento dos seus clientes, a empresa oferece um ecossistema de serviços financeiros que vai além do checkout. A TMB conta com uma equipe própria de cobrança, altamente especializada, que acompanha toda a jornada de pagamento e trabalha ativamente para garantir o recebimento e a recuperação de valores, com mais eficiência e previsibilidade.
Ao viabilizar novas formas de pagamento, os parceiros da TMB conseguem ampliar o acesso aos seus produtos, aumentar a conversão e expandir seu público-alvo sem abrir mão do controle financeiro.
Mais do que uma facilitadora de pagamentos, a TMB se posiciona como uma parceira estratégica para os infoprodutores que desejam crescer de forma sustentável no mercado digital.
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| Atualizado em: 10/06/2026 14:25 | ||